História da Associação

VOLUNTÁRIOS… HÁ 75 ANOS

 

A «ideia da fundação» da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mesão Frio nasce a 25 de Setembro de 1925, quando José Bonifácio da Costa endossa o ofício n.º 7 da Associação Regional a Artur de Magalhães Pinto Ribeiro, presidente da Comissão Administrativa da Câmara local, expondo, pela primeira vez, o propósito da fundação de um Corpo de Bombeiros nesta vila.

No entanto, seriam necessários mais treze anos para que uma Comissão Organizadora, nomeada a 27 de Fevereiro de 1938 pela Junta Directora daquela colectividade, procedesse às diligências necessárias à criação da Corporação dos Bombeiros Voluntários.

A 1 de Março desse mesmo ano, a referida Comissão Organizadora – composta por José Bonifácio da Costa, António Xavier Leite Negrão e Ernesto Cardoso Alves – convoca uma sessão pública de esclarecimento, no salão nobre da Câmara municipal de Mesão Frio, para falar sobre a «fundação para breve» da referida Corporação.

A fundação dos Bombeiros de Mesão Frio acontece a 15 de Março desse mesmo ano, na sede da Associação Regional, localizada na porta 17 da Rua Sampaio Moreira – na embocadura do largo de Fundo de Vila –, onde se efectuou a primeira reunião dos Corpos Sociais que ficou assim constituída:

 

            ASSEMBLEIA GERAL

Presidente – Eduardo do Valle Frias

Secretários – Manuel Teixeira Fonseca e Delfim Pinto Dias

 

            DIRECÇÃO

Presidente – Doutor José Bonifácio da Costa

Secretário – Doutor António Ferreira Matias

Tesoureiro – Doutor Carlos Correia de Lemos Coutinho

Vogais – António Pereira Pinto de Queiroz e José da Cunha Araújo

 

            CONSELHO FISCAL

Presidente – Doutor Francisco Miguel Remo da Piedade Noronha

Vice-presidente – Tomás António de Almeida

Secretário – António Gonçalves Dias, pai

 

Naquela primeira Assembleia Geral – por proposta do associado Francisco Jacinto Portela – António Ferreira da Silva é nomeado o primeiro comandante do Corpo Activo, em toda a história dos Bombeiros de Mesão Frio, e terá como ajudante o chefe José Maria Alves Vicente, que, durante o «reinado» deste comandante, o substituirá, quase sempre, nas funções que lhe eram atribuídas.

Em 27 de Fevereiro de 1939, após várias emendas ao texto original, o tenente Horácio de Assis Gonçalves – governador civil do Distrito de Vila Real – aprova, finalmente, os Estatutos da Associação Humanitária dos Bombeiros de Mesão Frio, ficando oficialmente constituída.

Em 1 de Maio daquele mesmo ano, é assinado o contrato de arrendamento dos baixos do edifício da sede da Associação Regional que ficarão, desde então, a servir como o primeiro aquartelamento dos bombeiros de Mesão Frio: José Bonifácio da Costa, como presidente da Direcção, e Laura Cardoso Rebelo, como senhoria, constituíram-se partes outorgantes do contrato revogável por doze meses, tendo tido como testemunhas Abílio Garcia d’Azevedo e António Correia Cabral.

A primeira Verbena de Caridade, a favor dos bombeiros de Mesão Frio, é organizada nos claustros, galerias, jardim e salão nobre dos paços do concelho, e dela foram promotoras seis senhoras representativas da melhor sociedade de Mesão Frio – Gabriela da Paixão Metello, Alzira Cabral de Castro Lança, Laura Ribeiro de Almeida, Maria Lina Sottomayor Negrão, Brígida de Sampaio Rodrigues e Elisa Rebelo da Costa.

A inauguração oficial do velho quartel de Fundo de Vila acontece a 17 de Março de 1940, e cinco anos mais tarde é adquirida – por subscrição pública – uma Carreta Funerária para o transporte de cadáveres ao cemitério.

A 22 de Janeiro de 1946 é adquirida, por oferta pública, uma viatura usada, da marca «Citroen», de seis lugares, posteriormente transformada em ambulância pelos irmãos Pinto da Costa – António e Júlio – artistas de carpintaria e serralharia que integravam o Corpo Activo desde a sua fundação.

Dois anos mais tarde, a 21 de Fevereiro de 1948, «actos de indisciplina e revolta pela generalidade dos componentes da Corporação», levam à demissão de António Ferreira da Silva, substituído, de imediato, por António Machado – um tenente aposentado do Exército.

Após a morte inesperada do comandante António Machado, as suas funções no Corpo Activo são ocupadas, interinamente, por Júlio Pinto da Costa, até 31 de Maio de 1950, quando é nomeado pela Direcção, para o mesmo cargo não remunerado, Fernando de Sá Loureiro Dias que exercerá, cumulativamente, as funções de médico-assistente dos bombeiros de Mesão Frio, até ao seu pedido inesperado de demissão por «motivos de mudança de residência», quatro anos depois da sua nomeação.

Em Outubro de 1954, é adquirido pela Corporação o primeiro pronto-socorro, em estado novo, até que em Setembro do ano seguinte, aos 32 anos de idade, é nomeado, por unanimidade, como quarto comandante da história dos Bombeiros de Mesão Frio, António da Natividade Teixeira da Silva, que ocupará, durante oito anos, estas funções, até ser substituído por José Cardoso Serafim – que se manterá no cargo durante trinta e cinco anos consecutivos e encontrar-se-á na consolidação do prestígio desta Corporação até á sua inesperada demissão em 20 de Maio de 1998.

Entretanto, em Maio de 1961, a Assembleia Geral reunira-se, pela primeira vez, nas instalações do novo Quartel da Avenida, e quatro anos depois, a 14 de Março de 1965, é adquirida a primeira ambulância nova para transporte de doentes pobres, que será apadrinhada por Maria Helena – esposa de José Faustino Pinto da Silva e Cunha Araújo, o então presidente do referido órgão deliberativo.

Todavia, a morosidade burocrática somente permitirá que o Quartel da Avenida seja inaugurado, oficialmente, «em cerimónia muito familiar», a 19 de Março de 1967 – dez anos após a sua compra à Câmara municipal presidida, na época, por Raul da Silva e Cunha Araújo.

A 18 de Agosto de 1977 (na reunião da Direcção, já presidida por Manuel Jacinto Portela), delibera-se comprar pela importância de 70.000$00 um terreno localizado no lugar do Senhor dos Perdidos – onde será construído, de raiz, o terceiro quartel que será, oficialmente, inaugurado a 15 de Junho de 1980.

No dia 8 de Abril de 1989 morre, no Hospital de Matosinhos, aos 98 anos de idade, Abílio Garcia d’Azevedo, que se aposentara das funções de quarteleiro dos bombeiros de Mesão Frio aos setenta e sete anos de idade «por já não poder mais»; nesse mesmo ano, em 1 de Junho, José Cardoso Serafim e Marco António Peres Teixeira da Silva endossam o ofício n.º 65/89 à Comissão de Coordenação da Região Norte, candidatando a Corporação à comparticipação estatal para as obras de ampliação do parque de viaturas do actual Quartel do Senhor dos Perdidos.

Nove anos mais tarde, a 20 de Maio de 1998, José Cardoso Serafim é substituído no cargo de comandante do Corpo Activo por Paulo Teixeira da Silva, que exerce desde então, sem hiatos, este cargo honorífico, e que levará, quinze anos depois, a Associação Humanitária dos Bombeiros de Mesão Frio a comemorar os 75 anos da sua fundação, de parceria com os actuais Corpos sociais eleitos em 9 de Outubro de 2011:

 

            ASSEMBLEIA GERAL

Presidente – Nuno Vasco de Almeida Machado

Vice-presidente – Augusto Monteiro Pereira

1.º secretário – José Alberto Pinto Costa Santos

2.º secretário – Tomás Carvalho de Sousa Pinto

 

            DIRECÇÃO

Presidente – António José dos Santos Almeida

Vice-presidente – Manuel Mesquita Macedo

1.º secretário – Marco Aurélio Correia Araújo Ferro

2.º secretário – Elisa Maria Pinto Campelo Araújo

Tesoureiro – António César Vicente Nunes

1.º vogal – Adalberto José Carvalho Sampaio

2.º vogal – Paulo Jorge Peres Teixeira da Silva

Suplente – José António Araújo Ferro

 

            CONSELHO FISCAL

Presidente – António da Silva Lopes

Secretário – Carlos Alves Moura Teixeira

Relator – António José Silva Félix

Suplente – Maria da Graça Teixeira Rodrigues Soares

 

Autoria

Bernardino Vieira Monteiro de Oliveira

 

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